Os caras do moto clube – por Alex Mazoka

Parte 1

Era noite de sexta, e como toda noite de sexta, eu fui encontrar Marina. Fechei o estúdio, desci as escadas do prédio. A rua Augusta estava movimentada com a cornucópia de pseudo-intelectuais, barracas de livros e excêntricos de todos os tipos. Tomei o sentido centro velho, e na trajetória os pseudo-intelectuais cediam espaço às garotas góticas, os livros aos bêbados, e os excêntricos apenas iam ficando mais feios. Algumas quadras abaixo Marina me esperava, com uma garrafa de Stella, jogando sinuca com 3 homens desconhecidos. Ali, naquele bar, Marina era como uma rosa nascida no mangue.

Quando eu cheguei ela me beijou na boca, o que era um claro sinal de que não havia nenhum homem ali que ela desejasse. Eu e Marina temos um código para ela me comunicar sua disposição aos outros homens: o batom carmesim, uma das cores mais vivas e belas, um vermelho intenso com um leve tom violeta. Quando Marina usa esse batom eu sei que ela está sexualmente disponível a outros, e portanto eu devo me comportar como um amigo, não mais que isso, justamente para que os caras pensem que ela é solteira e fiquem mais à vontade com ela. Mas seu batom hoje era vermelho claro, acho que era apenas um gloss labial. Ela usava uma calça jeans justa e rasgada, um top preto, e um scarpin de couro negro com tachas. Marina segurava o taco de bilhar com as duas mãos, apoiado no chão. Dançava ao redor da mesa, mas jogava pra ganhar – sempre. Os pobres coitados que ali fantasiavam com ela jamais compreenderiam aquela mente bela e cruel.

Entre uma tacada e outra, Marina foi me contando que o Marcos ligou pra ela e nos convidou para um churrasco do motoclube amanhã. O pessoal vai se encontrar numa chácara em Atibaia, e ela completou imperiosa: eu quero ir. O Marcos é o único cara do motoclube que sabe sobre o tipo de relação que eu e Marina temos. Ele certamente tinha segundas intenções ao ligar pra ela e não pra mim. Você quer muito ir? / sim, muito / por que? / os caras novos vão estar lá. Eram quatro caras novos que tinham acabado de entrar no motoclube, e Marina não os conhecia. Ela me contou que tinha preparado um vestidinho amarelo para ir amanhã, mas que precisava de uma sandália que combinasse. Ainda é cedo, podemos passar no shopping pra vermos sua sandália. Ela sorriu e me beijou: vai lá pagar enquanto eu termino aqui. Fui até o balcão, paguei o que ela consumiu. Saímos de lá e subimos em direção à Paulista.

Entramos em uma loja de calçados femininos. Olhamos as prateleiras. Eu gosto de fazer isso com ela, Marina me permite opinar em suas escolhas porque confia no meu gosto estético. Separamos alguns calçados e pedimos para a vendedora trazer. Era uma moça muito simpática, se chamava Patrícia, e nos atendia com um sorriso no rosto. Como sempre, a vendedora nos trouxe mais calçados do que pedimos, mas isso não era problema algum. Marina sentou-se na poltrona, e eu agachei ao seu lado. Ela estava ereta, com as mãos postas sobre os braços da poltrona, ciente de que não iria mexer um músculo para experimentar as sandálias, aquilo era minha tarefa. Enquanto a vendedora mostrava-lhe a primeira sandália, eu ia descalçando dos seus pés o scarpin que ela usava. A vendedora não entendeu bem o que iria acontecer, e Marina explicou: pode deixar que ele coloca. Eu tomei a sandália, era de couro branco, com duas tiras cruzadas frontais, uma fivela simples acima do calcanhar, e um belo salto grosso de madeira. Maravilhosa!, exclamou Marina. Me ajoelhei e calcei as duas em seus pés, afivelando as presilhas diante da vendedora embasbacada.

Marina se levantou e desfilou para nós. Estava lindíssima, e eu já a imaginava no vestidinho amarelo desfilando entre os caras do motoclube. Ela voltou e sentou-se novamente. Gostou? / adorei! / vamos levar essa? / vamos, mas quero ver todas, pode trocar. Apontou o pé em minha direção de maneira que meu queixo abaixado tocou a ponta dos seus dedos. Como eu amava aquilo. Tirei as fivelas e calcei nela uma anabela de tirinhas brancas. As outras vendedoras e clientes nos espiavam curiosas. Para algumas delas eu era apenas um tarado, para outras eu era um homem peculiar. Esta interação entre eu e Marina despertava surpresa ou inveja – mas a inveja também é uma forma de admiração. Amando ou odiando, todas queriam ali estar no lugar de Marina, ainda que não revelassem isso pra si mesmas. Experimentamos cinco sandálias ao todo. Cada uma delas calçada e descalçada por mim. Marina gostou de duas delas, e as levamos. Fui até o caixa, paguei, e saímos. Tomamos o metrô e fomos pra minha casa.

Preparei nossa janta enquanto Marina lia. Servi a mesa e jantamos um prato simples de legumes grelhados, arroz e salmão assado com alcaparras. Quero que você esteja preparado pra amanhã, porque eu estou disposta a fazer você passar vergonha. Ela estava mesmo muito interessada nestes caras novos. O que a senhora vai fazer? / o que for preciso para que um deles me coma / qual deles? / qualquer um, se possível os quatro. Eu tive uma ereção imediata, e emudeci. Gosto de ver ela assim eufórica, enlouquecida de desejo. Enquanto cortava o peixe, sorria maliciosamente pra mim. Faz tempo que não sei o que é chupar um pau de verdade, estou morrendo de vontade. Depois levou o salmão à boca, em um movimento delicado, fechando os olhos e saboreando a carne que eu havia preparado pra ela.

Marina era uma mulher que, ao contrário da grande parte da humanidade, sabia exatamente o que ela queria. Em circunstâncias normais uma mulher como Marina ficaria perdida num ciclo interminável de frustrações amorosas entre conhecer um cara atraente e envolvente, dominante, masculino, viril, e assumir uma relação com ele, domesticá-lo, torná-lo manso, fiel, cordial, amoroso, servil, e depois se cansar dele e jogá-lo fora. Depois se lançar num novo relacionamento com um novo homem com as mesmas características do anterior, tornando a castrá-lo e abandonando-o. Esse ciclo nunca tem fim. Isso acontece porque ela quer ser amada por um homem, mas ela tem dentro de si o desejo de ser tomada como objeto de desejo por um homem que não a ama. Um homem que possa fazer ela se sentir viva, desejada e poderosa. Mas Marina sabia como quebrar esse ciclo. Ela sabia que podia muito bem amar um homem e gozar com outros. Em mim ela tinha encontrado um homem que a compreendia e venerava. Um homem pragmático, que está disposto a aceitar que ela seja completa no amor e no sexo. Não vou me enganar achando que ela será só minha. Eu a quero bela e desejada. Eu aceito o fato de que inexoravelmente ela vai realizar-se como fêmea no desejo de outros homens. Eu mesmo não poderia amá-la de outra forma.

Depois da janta ela se aninhou no meu colo. Nos beijávamos enquanto ela me perguntava sobre os caras. Você já viu eles? / sim, vi / e como eles são? / são jovens, caras fortes como a senhora gosta / eu só vi um deles / e o que achou? / fiquei louca de vontade / você viu o Igor, acho / sim ele mesmo / os outros são do mesmo tipo / ai que delícia, mal posso esperar pra conhecer. Vimos um filme até tarde da noite e ela acabou dormindo. A levei pra cama nos braços tentando não acordá-la. Amanhã seria um dia especial pra ela, e ela precisa descansar. Antes de deitar, separei algumas coisas pra levar amanhã na chácara. Deixei o vestido dela sobre o sofá, junto com a sandália nova. Coloquei camisinhas em sua bolsa, e separei um vestido reserva para eventualidades. Fiz um estudo da rota que faríamos até a chácara, depois fui dormir.

Acordei tarde, quase dez horas. Marina me beijou. Ela estava pronta, maquiada, de banho tomado. Vamos corninho, está na hora de ir. Levantei, tomei um banho rápido. Saindo do banho fui servir o café, mas Marina recusou. Não estou com fome, a gente come por lá mesmo / então vamos? / não tão rápido, tenho uma surpresinha / pra mim? / sim, amor. Hoje você vai usar o cinto de castidade. Vai ser um dia bastante cruel. Marina me entregou o dispositivo de castidade. Era um tubo acrílico que trancava o pênis e impedia a ereção. Por dentro ele tem uns pequenos espinhos pontiagudos que machucam o pênis quando cresce. Eu, relutante, inseri aquela peça de acrílico ao redor do meu pênis. Ela atravessou o pequeno cadeado, e o trancou. Depois me mostrou a chave, e a guardou dentro de sua bolsa. Aquilo era terrível. Sei que quando estou em castidade eu fico sem defesas contra suas vontades, e ter o poder sobre minha ereção a torna ainda mais cruel. Ela me beijou com paixão. Estava deslumbrante no seu vestidinho amarelo claro, a sandália branca nova, e usando seu batom carmesim. Você está linda / eu sei / irresistível / é essa a ideia. Entramos no carro e partimos para Atibaia.

Parte 2

Uma hora e meia de viajem, mais ou menos. Quando chegamos, por volta do meio dia, a maior parte dos caras já estavam lá. Em sua imensa maioria eram homens, e as poucas mulheres presentes eram namoradas ou esposas dos membros do motoclube. Havia muitas motos estacionadas no gramado da chácara. No centro de tudo havia uma piscina, de um lado uma quadra de futebol, e do outro o casarão. Estacionei o carro e o Marcos veio nos dar boas vindas. Cresceu os olhos na Marina como um lobo faminto. Nossa, você está muito gata! / obrigada querido / pra quê tudo isso? / gosto de ficar bonita / pra você ficar bonita tem que piorar bastante. Ela riu. Marcos pegou Marina pelo braço, e a conduziu até o casarão, onde estavam nossos amigos. Eu fechei o carro e fui atrás. Lá também estavam os caras novos, e Marina logo deu um jeito de se aproximar deles. Marcos os apresentou: meninos, esta é Marina, ela que manda nessa porra toda! Os caras riam. Marina, estes são Fábio, Fernando, Renato e Igor. Os rapazes acenaram para Marina. Tratem ela com respeito, o namorado dela está aí. Mas Marina o corrigiu: não se preocupem, meninos, o Alex é bobo, ele não vê nada! hahaha! Os caras avaliavam se aquilo era um brincadeira, ou se havia nas palavras dela um fundo de verdade.

Marina estava radiante. Muitos caras, muitas motos, e todos eles querendo estar perto dela. Do outro lado da piscina a bola rolando, e o movimento não parava. Ela era o centro das atenções, e estava adorando. Eu quase não falava, o assunto era ela: o que ela faz, onde mora, com que trabalha, do que gosta, e mais. Às vezes eu tento entrar no assunto e responder alguma coisa, mas todos ignoram minha presença – inclusive ela. Me limito a rir das piadas e ficar quieto. Reparo como os olhares dos homens percorrem o corpo de minha dona, e como ela se sente confortável sendo alvo desse desejo. Ela está brilhando, e seu vestidinho amarelo faz sucesso. Um dos caras novos pergunta a ela: seu namorado não tem ciúmes que você usa um vestido tão curto? / se ele tem ciúmes o problema é dele, não meu. Os caras riem, e ela os acompanha nas gargalhadas. Eu também rio, envergonhado com minha própria nulidade. O deboche de Marina faz meu pênis se deslocar dentro do cinto, encontrando assim os pequenos espinhos internos que me causam dor.

Ela me ordena a preparar-lhe um prato com carnes e salada. Enquanto eu me afasto, os caras parecem mais abusados e atrevidos, e Marina sorri sem parar. Cortei a carne em tiras, temperei sua salada, peguei uma cerveja e levei pra ela. Ela agradeceu, e ofereceu aos garotos que se servissem do prato que eu segurava. Todos eles tomaram um pedaço, e nada sobrou para mim. Depois de um tempo o cara da churrasqueira foi jogar bola, e não havia ninguém para cuidar da carne. Marina então me oferece pra tomar o lugar dele: Gente, pode deixar que o Alex cuida das carnes. Não podendo contrariar minha dona, vou para a churrasqueira continuar o serviço faltante. Agora eu estou longe deles, e não consigo ouvir a conversa. Mas vejo que minha ausência permite o avanço dos garotos. Aos poucos Marina vai se distanciando do lugar onde estou, e eles se sentam num banco de madeira no gramado: Marina e os quatro novatos. Ela se senta de costas pra mim, com as pernas cruzadas. Faz um sinal para que Igor se sente ao seu lado. Os outros três sentam-se na grama, de frente pra ela. Eu percebo que Igor toca sua perna com a mão enquanto conversam. Sinto novamente meu pau preso crescer e a dor dos espinhos mordendo a carne me faz sofrer. De longe, posso apenas ouvir as gargalhadas de Marina, mas ela sabe que estou atento a cada gesto dela. Vez ou outra me faz um aceno, estala os dedos, e eu vou lá. Nos traga cerveja, pra mim e para os meninos. Eu obedeço, e volto para a churrasqueira.

Retiro do fogo uma remessa de carnes, e corto-as em tiras. Preparo um tábua de carnes, queijos e linguiça cortada para Marina e seus novos colegas. Vou até lá.Senhora, preparei uma tábua de carnes / nossa até que enfim! os meninos estão com fome, por que demorou tanto essa carne? / o fogo está baixo, mas vai sair mais / prepare mais uma tábua dessas pra gente, e nos traga mais cervejas / sim senhora. Assim que eu saio, os caras riem. Eu pego as cervejas e os sirvo novamente. Igor, o mais abusado, provoca: fica de olho que eu vou pedir mais cerveja, não quero levantar porque o papo está uma delícia. Eu emudeço, e Marina se deleita com minha humilhação. Responde, idiota, ele falou com você. Eu estava perplexo, o que eu deveria responder? Diga “sim senhor” – ela ordenou. Sim senhor ­– respondi. Ela estava disposta a tudo para me fazer passar vergonha. Ah, tem mais uma coisa. Você está proibido de comer. Só vai comer depois que nos servir, ouviu? / Sim senhora / agora vai, e presta atenção quando eu te chamar. Assim que eu voltei para a churrasqueira, as mãos do Igor voltaram para as pernas da minha dona.

Até agora eu não havia comido, e estava com fome. O tempo todo passava alguém e roubava um pedaço de carne quase bom para servir. E eu tinha que separar algumas para levar à Marina. Os caras com ela estavam de olho em mim para me denunciar caso eu comesse alguma coisa. Eu cortava a carne suculenta imaginando se não conseguiria pegar um pedaço escondido, mas não tive coragem. Marina podia ser muito cruel se eu ousasse enganá-la. Enquanto eu colocava mais carnes na churrasqueira, notei que Marina se levantou e foi até o banheiro. Quando voltou ela passou por mim e enfiou algo no meu bolso. Me deu um beijo no rosto, e disse: isso aqui você pode comer. Nos sirva novamente, corno. Estou adorando te humilhar. Quando ela se foi, enfiei a mão no bolso, e vi que era sua calcinha, encharcada de tesão. Marina estava adorando ser desejada por aqueles quatro rapazes. Agora ela cruzava e descruzava as pernas, exibindo sua flor divina aos três que sentavam-se na grama à sua frente.

Cortei mais uma tábua de carnes e queijos, e fui servi-los. Notei que além de sem calcinha, Marina estava também sem sutiã, e seus mamilos dilatados insinuavam-se no vestido. Igor havia passado o braço sobre seus ombros belos e desnudos, e com a outra mão tocava seu seio por trás do tecido amarelo. Amor, o Igor me perguntou o que significa minha tatuagem, o naipe de paus com a letra Q – disse em tom divertido. Eu expliquei e eles adoraram. A tatuagem que Marina tinha no ombro esquerdo, o naipe da Rainha de Paus, era uma identificação universal de que ela era uma mulher livre, abertamente promíscua, que exercia dominância sobre seu namorado submisso. Eu expliquei pra eles como funciona o nosso relacionamento, e eles te admiram muito por suportar essa galhada enorme na sua cabeça! Ela falava isso tudo com um tom doce, e um sorrisinho irônico profundamente cruel. Não havia mais ninguém por perto, a maior parte dos caras estavam comendo ou jogando bola. A dor que eu sentia era imensa, e não pude suportar a vontade de dobrar os joelhos diante dela, e terminei prostrado na grama. Ela se inclina na minha direção e diz em voz baixa: Isso, corninho, assim que gosto. Se renda, não existe forma de escapar disso. Este é seu destino. Esta é sua vida. Aceita. Sofre por mim.

Quando eu levanto minha cabeça para encará-la, ela está majestosa em minha frente, me olhando com doce sadismo, desdém e poder. O descruzar de suas pernas exala seu cheiro, que dobra minha vontade diante dela. O mesmo cheiro que atiça os machos a penetrá-la. Seus olhos me penetram e destroem minhas defesas. Eu tive uma ideia, vou levar os meninos para os fundos do casarão pra gente brincar um pouco. Quero que você assista. Vai lá na churrasqueira, tira as carnes que estão no fogo, serve o pessoal, e venha o mais rápido possível. Eu acenei com a cabeça, assentindo. Ela se afasta e se reclina no banco novamente, e cruza as pernas novamente. Beija meu pé.Eu, já ajoelhado, não ouso desobedecer. Tomo seu pé em minhas mãos e o encho de beijos. Chega, corno!, já está abusando. Vai lá fazer o que te mandei. Voltei à churrasqueira, tirei as carnes do fogo e ofereci para os colegas. Depois corri para os fundos da chácara.

Quando cheguei, Marina estava já diante de três paus apontados pra ela. Os três caras tocavam seu corpo, seus mamilos, sua bunda e coxas. Ela se vira entre eles, sendo cercada por todos os lados, se ralando nos paus que pulsam à sua disposição. Igor olhava de fora, se preparando para penetrá-la. Marina me olha de forma provocante, a ordena: Não fique parado aí, idiota, eu preciso de um apoio aqui. Eu me aproximo. Fica de quatro, você vai ser meu banquinho. Eu obedeço. Marina estava impressionada com o tamanho do pau do seu comedor. Antes que ele a penetre, ela faz questão de me mostrar o membro bem de perto: Está vendo isso, corno? Isso é um pau de verdade! E por isso ele vai me comer e você vai ficar aí na grama sendo meu banquinho. Realmente é um pênis enorme, de veias salientes e pulsantes, curvado para cima de forma visualmente impressionante. Eu abaixo a cabeça, humilhado, e Marina arrebita bem a bunda para receber o pênis robusto de seu amante dentro dela. Igor penetra seu pênis vagarosamente em minha dona, de forma a retirar dela um longo suspiro.

Os gemidos de Marina, finos e altos, são abafados pelos paus que se revezam a invadir sua boca. Igor, instigado durante a tarde toda, está tomado de tesão, e a possui com voracidade, puxando seu cabelo com a mão, deixando-a ainda mais divina em seu êxtase sexual. Mãos diversas tocam o seu corpo, dedos circulam seus mamilos macios, e eu sinto seu corpo frágil e belo tremendo de prazer. Às vezes eles param para tomar fôlego e não gozar tão depressa, mas Marina logo puxa outro pau pra chupar, deixando-os todos no limiar do orgasmo, lutando para resistir aos espasmos do clímax. Caralho, mas que bucetinha gostosa! – exclama seu comedor. Eu nunca senti uma tão apertada! Ele arfava e estocava o pau mais profundamente dentro de minha amada princesa. Seu saco inchado, cheio de esperma, estalava sob as pernas de Marina.

Vez ou outra, em pleno júbilo dominante, Marina estapeia minha cara, e me chama de corno. Eu sentia as dores pela ereção contida no cinto de castidade, e nem os espinhos conseguiam refrear minha insistente ereção. Eu sentia a agonia da castidade como uma extensão do deleite de minha dona. O prazer dela era mais delicioso pra mim do que para os machos que a comiam. O macho alfa, quando toma a mulher, usa-a para seu próprio prazer, e não para o dela. Justamente usa-a da maneira como eu, seu escravo, não saberia fazer. E assim, sendo objeto de prazer egoísta de quatro homens, Marina encontrava enorme satisfação.

Um dos rapazes não resiste muito tempo às carícias dos lábios de minha amada, e anuncia: vou gozar! quero gozar na sua boca! Marina abre bem a boca, e olha fixamente em seus olhos, segurando firme na base do pau do seu macho. Ele sente sua mente aprisionada por aqueles grandes olhos negros de bruxa. Depois explode. Explode em um jato de porra. Um leitinho quente e grosso. Tanto leitinho que transborda e escorre pelos lábios de meu amor. Derrama-se pelos seus seios como um riacho quente e viscoso, enquanto o macho geme de prazer. O rapaz se afasta, desaba na grama e sorri agradecendo aos deuses pelo melhor orgasmo de seu vida. Logo em seguida o Igor também anuncia que vai gozar, e Marina enterra seu quadril no falo de seu animal voraz, movendo-se em ondulações que sugam as forças do homem, fazendo-o gozar enquanto suplica para que ela não pare – seja lá o que ela está fazendo.

Dois agora estão no chão, aliviados, satisfeitos, e outros dois rapazes imploram para que Marina os faça gozar como fez com aqueles. Ela para por um momento, olha para os dois e ordena: Meu escravo agora mai me chupar, vocês dois vão gozar juntos, na hora que eu mandar. Eles concordam com um movimento de cabeça. Marina então se dirige a mim: corno, você vai pro chão, me chupar, do jeito que eu gosto / sim senhora. Deitei-me de barriga pra cima, e ela sentou-se em minha boca. Marina segurava os dois cacetes juntos, tocando-se cabeça a cabeça como dois morangos brilhantes, e assim serpeava sua língua tenra e rosada entre eles. Os dois rapazes já estavam no limite possível de suportar o prazer sem gozar, e aquela língua os conduzia para a completa irracionalidade. Ela tem o controle total sobre aqueles dois paus, como tem sobre o meu.

Eu rastejo até que minha boca esteja logo abaixo do seu sexo, a sua flor divina que escorre de tesão pelos quatro alfas. Então eu provo a sua seiva sagrada e sinto o maior prazer que um homem pode sentir na vida, sinto que pertenço à mulher que eu amo, e que meu sofrimento é belo e agrada à minha dona. É uma honra imensa estar ali. Minha língua implora pelo seu gosto, e Marina sente minha devoção quando toco as pétalas da sua flor. Sinto sua seiva descer pela minha boca enquanto minha senhora saboreia dois paus grossos e pulsantes. Eu afasto com cuidado suas pétalas com meus dedos, e avanço com minha língua até o botão secreto de sua rosa, lambendo-a com cuidado, com devoção. Lentamente Marina sente seu orgasmo crescendo, e começa a gemer alto. Finalmente suas pernas começam a fraquejar, e Marina deixa o peso do seu corpo a levar a senta-se na minha cara para gozar em conforto, enterrando meu rosto entre suas pernas e suas nádegas. Enquanto ela goza, seus dois machos gozam juntos em seu rosto. Minha dona é banhada em sêmen durante seu próprio gozo, como uma chuva de glória exaltando sua majestade.

Os rapazes estão exaustos, e nos deixam a sós, eu e Marina. Ela também está exausta, deitada na grama. Eu me deito ao seu lado, e nos beijamos. Ela está coberta de leite de alfa, desfalecida. Eu gozei duas vezes, uma no pau do Igor, e outra na sua boca. Meus parabéns, fez o seu papel direitinho. A aprovação de Marina era o melhor prêmio que eu podia receber. Minha senhora sabe que sou dela. Ela sabe que, mesmo sendo usada como objeto sexual por muitos homens, ela é minha dona. Sou um homem que a ama integralmente, inclusive seus desejos lascivos e cruéis. Ela está em paz e ficamos ali juntos, a sós, até o por do sol.

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